A construção civil ganha “qualidade e segurança” na mesma proporção que cresce a oferta?

A Socitec responde e mostra como novos elementos construtivos estão chegando ao mercado!
Entrevista com Renildo Moura, diretor da Socitec, sobre a qualidade na construção civil

“Todo crescimento tem seu preço” Esta “frase feita” foi escolhida para iniciar esta matéria por entendermos que a construção civil passou de um ritmo “acelerado” para “alucinante”.  Se houver ainda dúvidas, é só folhear esta edição com um olhar mais “sintonizado nas novidades” e sentir como um setor que se portou, por milênios, de forma tão “tradicional”, hoje, embarca na “modernidade”. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – que, diariamente, expede novas normas com a finalidade de estabelecer medidas de prevenção e manter a segurança – é um parâmetro para se verificar o crescimento do segmento da Construção Civil.

A fim de entendermos um pouco melhor sobre “qualidade”, “produtos normatizados”, “ISO 9001”, etc, entrevistamos o empresário Renildo Moura, diretor da Socitec – uma empresa com mais de 30 anos de mercado na Construção Civil e um especialista em esquadrias de alumínio, vidros, box de banheiro, quarda-corpo, fachadas de prédio em “pele de vidro”, fechamento de varanda em vidros recolhíveis, escadas em vidro de segurança e muitos outros projetos especiais à base de vidro que a sua empresa executa em vários estados do Nordeste.

Revista Em Foco: Há 15 anos, quando fazíamos as primeiras matérias sobre esquadrias de alumínio fabricadas pela Socitec, o vidro não era mencionado por se tratar de um “complemento” das esquadrias que ficavam por conta das vidraçarias. A Socitec, nos últimos 10 anos, optou por trabalhar o vidro dentro da sua linha de montagem, agregando valores e garantindo uma qualidade de acabamento que antes poderia ser comprometida na terceirização. Esta “verticalização” trouxe benefícios para o mercado?

Renildo: O vidro é um produto nobre que possui características estéticas singulares. Onde antes se utilizavam esquadrias para sua sustentação, hoje, pelas suas propriedades mecânicas o vidro está só, substituindo paredes, coberturas, pisos, ou seja, passou a assumir um papel preponderante na Construção Civil, na última década, como elemento construtivo. Em casas ou em prédios, nota-se que os profissionais têm apostado cada vez mais na utilização do vidro para dar um toque sofisticado ao espaço. Sua presença valoriza esteticamente as obras e chama a atenção. Por este motivo, os profissionais buscam adequar seus projetos lançando mão das qualidades que podem ser agregadas com o emprego do vidro em suas mais diversas utilizações. A Socitec só acompanhou a evolução e as necessidades de mercado…

Revista Em Foco:  Na edição anterior, focamos o empreendimento JTR cujas esquadrias em alumínio foram fabricadas pela Socitec. As áreas envidraçadas somaram 8 mil m² de vidros. Com a entrega dos apartamentos e salas comerciais, a área envidraçada subirá na proporção que os condôminos optarem por fechar suas varandas com o sistema de envidraçamento recolhível. A Socitec, como pioneira na fabricação deste sistema, no Nordeste – por certo – será consultada.  Há, ainda, muitas dúvidas, por parte dos novos proprietários de imóveis verticais, com relação à segurança, a valores, à tecnologia e a jurisprudência sobre esse “acessório arquitetônico”?

Renildo: Como fabricantes de esquadrias de alumínio, somos solicitados a efetuar o fechamento de sacadas e varandas, há mais trinta anos, portanto, uma ideia muito utilizada. Sempre procuramos acompanhar o padrão das esquadrias do prédio aplicando nas sacadas os mesmos perfis. Entretanto, para que isso ocorresse, era preciso que todos os condôminos concordassem e adotassem a colocação de esquadrias nas varandas ou sacadas, a fim que o prédio não tivesse a sua fachada diversificada na aparência. A colocação de esquadrias nas sacadas sempre foi discutida como ampliação de área construída, como uma extensão da sala de um apartamento. Como as prefeituras não contam a área das sacadas como área construída e não cobram o respectivo IPTU, esta prática sempre causou polêmica. Com o surgimento de novas tecnologias, foi possível desenvolver um sistema de “Fechamento retrátil” que mantém as características originais das varandas como uma área aberta e não construída.

Em 2003, fomos convidados a representar a Euroglass, uma empresa que trouxe da Europa um sistema novo para o envidraçamento das sacadas que apresentava várias vantagens com relação às esquadrias que vínhamos aplicando nas sacadas. A primeira vantagem é a estética, uma vez que os painéis de vidros são invisíveis; a segunda é a facilidade de movimentar a cortina de vidro que pode ser aberta na medida desejada. Aspectos como limpeza, manutenção, segurança, vedação à água e som completam as vantagens. Lançamos a marca em vários estados do Nordeste com total sucesso de vendas.

Revista Em Foco: Este produto é normatizado pela ABNT?  Para o público leigo, aquele que compra um imóvel para uso e se depara, todos os dias, com uma novidade aplicada à construção civil, saber se o produto já está normatizado, é uma garantia de segurança e de qualidade?

Renildo: “É obrigação do fornecedor, fornecer um produto ou serviço de qualidade – (e como as normas técnicas estabelecem requisitos de qualidade …);  É um direito do contratante ou adquirente receber um produto ou serviço de qualidade (com as características e qualidades que razoavelmente dele se esperam, ou seja de acordo com as normas).”

Baseado nesta máxima, minha resposta é “Sim”. Até porque, entendo que em um setor de “alta responsabilidade”, como a Construção Civil, qualquer “irresponsabilidade” pode ser fatal.

Dizemos que a ABNT é “relativa” e não “absoluta”. Nossa afirmação está relacionada no fato de que nem todos os fabricantes seguem as “Normas” e que um “novo” produto leva certo tempo para ser analisado e receber “uma nova norma”, se houver necessidade. Vamos exemplificar, tendo como base o “Sistema de fechamento de varanda por vidros retráteis”:

1)Quando do lançamento do produto, entendia-se que o vidro apropriado para o uso neste tipo de sistema seria o “vidro temperado”. Com o passar do tempo e novas tecnologias sendo criadas, a recomendação da ABNT passou a especificar o “vidro laminado” como o ideal… não diretamente para “fechamento de varanda”… mas para o “guarda-corpo ou parapeito de varanda”. O vidro laminado é um vidro constituído por duas chapas de vidro intercaladas por um plástico chamado Polivinil Butiral (PVB), a principal característica desse vidro, é que – em caso de quebra – os cacos ficam presos ao PVB, reduzindo o risco de ferimento às pessoas e também o atravessamento de objetos.   A Norma, hoje, prevê que acima do pavimento térreo, as chapas de vidro, quando dão para o exterior e não têm proteção adequada, só podem ser de vidro laminado ou aramado. Segundo a NBR 7199, é obrigatório o uso de vidros laminados ou aramados para esse tipo de aplicação.  A espessura, ainda de acordo com essa norma, deve ser determinada pela carga a ser aplicada, bem como sua fixação. Ou seja, os “vidros temperados” só podem ser utilizados em “guarda-corpo” ou “fechamento de varanda” até 1,10m do solo.

2)Para compor um “fechamento de varanda” utiliza-se vários componentes que vão de parafusos (inox) a perfis de alumínio devidamente fabricados para resistir à pressão dos ventos de cada região onde serão instalados. No total, o conjunto de peças deve atender a mais de 20 “Normas” diferentes.

Revista Em Foco: Falamos de normatização como elemento de qualidade. Mas “qualidade” não é um pouco mais que normas?

Renildo: A qualidade de um produto final é a reunião de “componentes de qualidade e matérias-primas adequadas” + “mão de obra especializada” + “máquinas de última geração para fabricação” + “conhecimento técnico dos produtos” + “conhecimento de campo onde serão aplicados”+ “atualização do conhecimento das normas ABNT” + “organização” + “assistência técnica permanente”… ou seja, é uma infinidade de conceitos existentes e de novos que chegam todos os dias… A Certificação ISO é um parâmetro a ser seguido pelas empresas que desejam produzir com qualidade, pois a metodologia de fabricação prescreve que o processo deve ser sempre acompanhado em todas as suas fases, com isso, as falhas são corrigidas ainda na fabricação.

Revista Em Foco: Voltando ao “Fechamento de Varandas” – como exemplo de produto que a Socitec fabrica – por que a empresa optou em criar a marca “SlimGlass”?

Renildo: Talvez tenha sido pelo fato de querermos “atualizar a qualidade” deste produto tão procurado. O sistema anterior que montávamos e comercializávamos estava fora das normas, sobretudo do vidro (temperado). Com a criação do SlimGlass, pudemos redesenhar os perfis de alumínio (fabricados pela ALCOA) – que ficaram mais leves, discretos e resistentes;  Os vidros passaram a ser “laminados”, a fim de atender a NBR 7199 e ganhar resistência, segurança e área de visão; Rolamento em inox de alta performance e outras inovações que estamos aplicando, neste produto de lançamento. Sendo um produto “Socitec”, poderemos aperfeiçoá-lo sempre que houver necessidade…


Comentários

  1. alisson marcelo rodrigues dos santos disse:

    tou gostando de ver o trabalho dessa empresa competente que e a socitec.parabens

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